O Enem e a Teoria de Resposta ao Item (TRI)

Nesta época do ano, às vésperas do Enem, muitos responsáveis nos procuram para tentar entender melhor a metodologia utilizada na prova, a tal da T.R.I. Afinal, diferentemente das provas objetivas tradicionais, no Enem, o número de acertos do aluno não é uma informação suficiente para avaliar seu desempenho. Neste sentido, nossa intenção é tentar traduzir um pouco dessa complexa teoria e explicar a estratégia transmitida aos alunos. Antes de mais nada, vale uma breve contextualização da prova. Continue Lendo “O Enem e a Teoria de Resposta ao Item (TRI)”

Gestão do tempo (I): princípios fundamentais

A expressão “gestão do tempo” aparece muito na vida adulta, principalmente em profissões e trabalhos mais tradicionais. Ao lado dela, surgem termos como “produtividade”, “eficiência”, “resultado”, “planejamento”, “organização”. Olhando para esse conjunto, pode-se ter a impressão de que aprender a gerenciar o tempo significa apenas poder trabalhar mais e se cansar mais.

Nada disso. Saber usar melhor o tempo tem justamente o objetivo contrário: permitir que se escolha o que fazer com o tempo, usando esse recurso a seu favor, em vez de se tornar refém dele. Dizendo com outras palavras, saber usar bem o tempo significa, a nosso ver, poder atingir os objetivos que você definiu para sua vida e que aumentam sua realização e sua felicidade. Continue Lendo “Gestão do tempo (I): princípios fundamentais”

A relação (nem sempre perfeita) entre empenho e desempenho

Na vida acadêmica, é comum que as pessoas sejam avaliadas pelo seu desempenho. Resultados em provas, histórico escolar a aprovações em vestibulares costumam constituir a face mais visível dessa realidade. Entretanto, esses “números finais” costumam esconder elementos importantes do caminho, ligados ao esforço, ao investimento de tempo e energia, enfim, ao empenho de cada estudante.

Reconhecer a relação de “causa” e “efeito” entre empenho e desempenho pode ser uma boa estratégia para a tomada de decisões de estudo a cada momento. Ao mesmo tempo, vale a pena entender as circunstâncias em que essa “causalidade” deixa de funcionar plenamente, para que seja possível atuar de maneira mais produtiva. Continue Lendo “A relação (nem sempre perfeita) entre empenho e desempenho”

Não se torne refém do perfeccionismo

A definição da palavra “perfeito” sugere a ideia de algo “completo”, “feito de todo, sem que nada falte ou sobre”. No âmbito acadêmico, às vezes nos referimos a uma “resposta perfeita”, a uma “prova perfeita”, a uma “redação perfeita”. Trata-se de uma avaliação elogiosa, sem dúvida, mas também subjetiva: o grau de exigência de cada pessoa pode variar e aí um pequeno detalhe pode ser visto como falha, como imperfeição.

Quando uma pessoa é altamente exigente com suas obras e as dos outros, dizemos que se trata de alguém perfeccionista. Nesse caso, porém, há menos elogio do que crítica. E o pior: pessoas perfeccionistas costumam acumular uma certa dose de angústia e frustração, eventualmente chegando a uma espécie de paralisia: “Se não consigo fazer algo perfeito, é melhor nem fazer nada”, pensam. Diante de quadros assim, um desafio se impõe: desconstruir a lógica do pensamento perfeccionista. Continue Lendo “Não se torne refém do perfeccionismo”

A mudança de hábitos pelo viés da motivação

Sem entrar em um debate sobre a avaliação dos hábitos, é possível partir da premissa de que, para boa parte das pessoas, alguns hábitos são mais positivos, saudáveis, enriquecedores do que outros. E todos nós, muito provavelmente, temos hábitos que gostaríamos de evitar e hábitos que gostaríamos de desenvolver.

Estudar com afinco, ingerir alimentos saudáveis, fazer exercícios físicos, dormir bem são alguns exemplos de comportamentos frequentemente vistos como positivos. Por outro lado, ficar muito tempo diante de uma tela, estudar apenas na véspera, comer “besteiras” na rua são hábitos que muitos gostariam de evitar ou reduzir ao mínimo. Se é verdade que muitas pessoas gostariam de mudar seus hábitos, praticando os mais saudáveis e evitando os prejudiciais, por que isso é tão difícil? Continue Lendo “A mudança de hábitos pelo viés da motivação”

Como funcionam os vestibulares, o Enem e o SiSU hoje em dia?

O que é SiSU? Que nota o aluno precisa tirar no Enem? O que é essa tal de TRI? A UERJ tem duas vezes a 1ª fase? Como o aluno faz para entrar na PUC? Essas e outras perguntas são feitas com frequência por alunos e responsáveis, diante do complexo cenário de processos de seleção. Para tentar ajudá-los a entender um pouquinho melhor esse panorama, elaboramos um resumo esquemático que pode ser útil. Continue Lendo “Como funcionam os vestibulares, o Enem e o SiSU hoje em dia?”

Orientações para quem vai fazer o Exame de Qualificação da UERJ

Ao longo do ano letivo, os estudantes se preparam para enfrentar as questões dos vestibulares, tendo aulas das matérias mais incidentes em cada prova, resolvendo provas anteriores, fazendo simulados. Não seria diferente no caso do Exame de Qualificação da UERJ.

Obviamente, o domínio dos conteúdos e a habilidade em resolver questões são os fatores mais determinantes do sucesso. Ainda assim, alguns cuidados extras na véspera da prova e também no dia podem fazer a diferença. Na lista a seguir, fazemos uma série de orientações práticas para o enfrentamento desse desafio. Continue Lendo “Orientações para quem vai fazer o Exame de Qualificação da UERJ”