Aprender ensinando: a técnica Feynman

Imagino que você tenha alguns excelentes professores. Se puder ter uma conversa com pelo menos algum deles, pergunte como foi que ele aprendeu essas coisas que ensina. Ele provavelmente dirá que era um bom aluno na escola e que fez uma boa faculdade. Insista na investigação, perguntando sobre algum tópico especialmente complicado:

“Quer dizer que, quando você começou a dar aulas, já dominava assim o assunto X, só com o que aprendeu durante a faculdade?”

Muito provavelmente, se ele puder fazer uma reflexão honesta, dará a seguinte resposta:

“Olha, pra ser sincero, eu aprendi mesmo sobre isso quando comecei a dar aulas.”

Repita essa investigação com outros professores. Você descobrirá que essa resposta é muito mais comum do que parece, e ajuda a perceber que o esforço para ensinar algo é um dos melhores caminhos – senão o melhor – para realmente aprender sobre algum assunto. Essa é a premissa da “técnica Feynman”, que explicamos a seguir. Continue Lendo “Aprender ensinando: a técnica Feynman”

SiSU 2017: informações e orientações estratégicas

Com a divulgação oficial das notas (no dia 18/01, quarta), o Inep informou também que o SiSU 2017.1 estará aberto de 24 a 27 de janeiro (terça a sexta), com quase 240 mil vagas em 131 instituições em todo o país. Para saber suas notas, acesse a página do participante.

Nesta página, pretendemos esclarecer pontos importantes sobre o processo, que serão revisados sempre que uma informação oficial for divulgada. Se desejar, clique aqui para acessar o site oficial do SiSU.

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O Enem e a Teoria de Resposta ao Item (TRI)

Nesta época do ano, às vésperas do Enem, muitos responsáveis nos procuram para tentar entender melhor a metodologia utilizada na prova, a tal da T.R.I. Afinal, diferentemente das provas objetivas tradicionais, no Enem, o número de acertos do aluno não é uma informação suficiente para avaliar seu desempenho. Neste sentido, nossa intenção é tentar traduzir um pouco dessa complexa teoria e explicar a estratégia transmitida aos alunos. Antes de mais nada, vale uma breve contextualização da prova. Continue Lendo “O Enem e a Teoria de Resposta ao Item (TRI)”

Gestão do tempo (I): princípios fundamentais

A expressão “gestão do tempo” aparece muito na vida adulta, principalmente em profissões e trabalhos mais tradicionais. Ao lado dela, surgem termos como “produtividade”, “eficiência”, “resultado”, “planejamento”, “organização”. Olhando para esse conjunto, pode-se ter a impressão de que aprender a gerenciar o tempo significa apenas poder trabalhar mais e se cansar mais.

Nada disso. Saber usar melhor o tempo tem justamente o objetivo contrário: permitir que se escolha o que fazer com o tempo, usando esse recurso a seu favor, em vez de se tornar refém dele. Dizendo com outras palavras, saber usar bem o tempo significa, a nosso ver, poder atingir os objetivos que você definiu para sua vida e que aumentam sua realização e sua felicidade. Continue Lendo “Gestão do tempo (I): princípios fundamentais”

A relação (nem sempre perfeita) entre empenho e desempenho

Na vida acadêmica, é comum que as pessoas sejam avaliadas pelo seu desempenho. Resultados em provas, histórico escolar a aprovações em vestibulares costumam constituir a face mais visível dessa realidade. Entretanto, esses “números finais” costumam esconder elementos importantes do caminho, ligados ao esforço, ao investimento de tempo e energia, enfim, ao empenho de cada estudante.

Reconhecer a relação de “causa” e “efeito” entre empenho e desempenho pode ser uma boa estratégia para a tomada de decisões de estudo a cada momento. Ao mesmo tempo, vale a pena entender as circunstâncias em que essa “causalidade” deixa de funcionar plenamente, para que seja possível atuar de maneira mais produtiva. Continue Lendo “A relação (nem sempre perfeita) entre empenho e desempenho”

Não se torne refém do perfeccionismo

A definição da palavra “perfeito” sugere a ideia de algo “completo”, “feito de todo, sem que nada falte ou sobre”. No âmbito acadêmico, às vezes nos referimos a uma “resposta perfeita”, a uma “prova perfeita”, a uma “redação perfeita”. Trata-se de uma avaliação elogiosa, sem dúvida, mas também subjetiva: o grau de exigência de cada pessoa pode variar e aí um pequeno detalhe pode ser visto como falha, como imperfeição.

Quando uma pessoa é altamente exigente com suas obras e as dos outros, dizemos que se trata de alguém perfeccionista. Nesse caso, porém, há menos elogio do que crítica. E o pior: pessoas perfeccionistas costumam acumular uma certa dose de angústia e frustração, eventualmente chegando a uma espécie de paralisia: “Se não consigo fazer algo perfeito, é melhor nem fazer nada”, pensam. Diante de quadros assim, um desafio se impõe: desconstruir a lógica do pensamento perfeccionista. Continue Lendo “Não se torne refém do perfeccionismo”

A mudança de hábitos pelo viés da motivação

Sem entrar em um debate sobre a avaliação dos hábitos, é possível partir da premissa de que, para boa parte das pessoas, alguns hábitos são mais positivos, saudáveis, enriquecedores do que outros. E todos nós, muito provavelmente, temos hábitos que gostaríamos de evitar e hábitos que gostaríamos de desenvolver.

Estudar com afinco, ingerir alimentos saudáveis, fazer exercícios físicos, dormir bem são alguns exemplos de comportamentos frequentemente vistos como positivos. Por outro lado, ficar muito tempo diante de uma tela, estudar apenas na véspera, comer “besteiras” na rua são hábitos que muitos gostariam de evitar ou reduzir ao mínimo. Se é verdade que muitas pessoas gostariam de mudar seus hábitos, praticando os mais saudáveis e evitando os prejudiciais, por que isso é tão difícil? Continue Lendo “A mudança de hábitos pelo viés da motivação”