SiSU 2017: informações e orientações estratégicas

Com a divulgação oficial das notas (no dia 18/01, quarta), o Inep informou também que o SiSU 2017.1 estará aberto de 24 a 27 de janeiro (terça a sexta), com quase 240 mil vagas em 131 instituições em todo o país. Para saber suas notas, acesse a página do participante.

Nesta página, pretendemos esclarecer pontos importantes sobre o processo, que serão revisados sempre que uma informação oficial for divulgada. Se desejar, clique aqui para acessar o site oficial do SiSU.

Conceitos Importantes

 Antes de mais nada, vale esclarecer alguns conceitos importantes desse processo, que podem gerar alguma confusão em pessoas que estão se inscrevendo pela primeira vez:

  • Classificado” – esse termo é usado para indicar que um estudante conseguiu sua vaga na carreira e na instituição escolhidas. Ou seja, entre os diversos inscritos, o estudante teve uma nota que o colocou dentro da quantidade de vagas disponibilizadas.
  • Reclassificado” – trata-se do estudante que consegue uma vaga depois que algum outro estudante classificado não faz sua pré-matrícula, sendo considerado desistente. As universidades calculam quantas vagas sobram a cada período de matrícula e então convocam quem estiver na lista de espera.
  • Nota de corte” ou “Ponto de corte” – essa é a nota do último candidato classificado (ou reclassificado). Não se trata de uma nota definida previamente, mas de algo que depende das notas dos alunos inscritos em cada curso de cada instituição. Também vale dizer que a nota de corte pode mudar: a cada reclassificação, candidatos com notas menores são chamados, fazendo o “corte” descer. Uma sugestão é que você busque, em sites diversos, informações sobre notas de corte de anos anteriores, para ter alguma ideia da “ordem de grandeza” dos números, mas lembrando que esses números mudam significativamente de um ano para outro. Clique aqui para acessar as notas de corte das últimas quatro edições do SiSU. IMPORTANTE: Essas são as notas de corte da Chamada Regular do SiSU, sem contar as reclassificações.
  • Nota de corte provisória” ou “Ponto de corte provisório” – Durante o SiSU, antes do resultado final, o Inep divulga estimativas da nota de corte, utilizado como referência as inscrições do dia anterior. É como se o sistema dissesse “Olha, se todo mundo mantiver as escolhas no último dia, esse será o resultado.” Como as pessoas mudam bastante suas escolhas (justamente para ir testando o sistema e vendo onde conseguiriam passar), esse número varia bastante nos primeiros dias. Vale destacar que essa nota provisória é muito artificial, pois os candidatos mais fortes (com notas muito altas) acabam influenciando a nota de corte de suas duas opções (1ª e da 2ª), embora só possam se matricular em uma delas.
  • Pesos” – o Enem é composto de cinco provas (Redação, Linguagens, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza). Cada universidade pode definir pesos diferentes para essas provas em cada curso. Algumas instituições usam simplesmente a média aritmética das cinco provas, outras variam bastante esses pesos. O estudante não precisa se preocupar em fazer contas, pois o site do SiSU faz o cálculo automático da nota final, conforme o que cada instituição definiu. No entanto, saber esses pesos é importante, para que o aluno avalie suas chances. Se ele quer Medicina e teve uma nota baixa em Redação, por exemplo, suas chances na UFF tendem a ser maiores que na UFRJ  (mas obviamente todas as notas precisam ser levadas em consideração). Consulte aqui os pesos utilizados por algumas universidades: UFRJ, UFF, Unirio e Rural (informações disponíveis até o momento).

Calendário

É muito importante prestar bastante atenção ao calendário, para evitar que erros bobos coloquem tudo a perder. Como o SiSU ocorre durante as férias escolares e exige mais de uma inscrição (como explicaremos adiante), é comum que muitos alunos acabem perdendo algum passo importante e, com isso, sua vaga. Assim que o Inep divulgar o calendário oficial do SiSU, nós colocaremos as datas aqui e enviaremos alertas (via email e SMS) a todos os nossos alunos de 2016.

De qualquer forma, se as características gerais de anos anteriores se mantiverem, teremos os seguintes períodos e datas:

  • Período de inscrições – esse período costum ter quatro dias (de segunda a quinta), nos quais o site do SiSU aceita inscrições. Nesse período, cada estudante pode fazer simulações, para ver quais são suas chances em uma certa carreira e/ou universidade. Isso porque, a cada dia, o sistema calcula as inscrições provisórias do dia anterior e estima qual seria a nota de corte, a
  • Resultado da Chamada Regular – em um determinado dia (possivelmente a segunda-feira posterior ao período de inscrições), o SiSU divulga o resultado final. Há três hipóteses: ser classificado na sua 1ª opção / ser classificado na 2ª opção / não ser classificado.
  • Manifestação de interesse na Lista de Espera – se o candidato não tiver sido classificado em sua 1ª opção (apenas neste caso), ele pode manifestar interesse em participar da lista de espera. Ou seja, é como se ele precisasse “repetir” a inscrição, para que seja considerado nas reclassificações. Isso é necessário, para evitar que muitas pessoas desinteressadas (que, por exemplo, resolveram aceitar a 2ª opção) continuem na fila. Se o estudante perder esse prazo, não estará mais concorrendo às (muitas) vagas que surgem nas reclassificações.
  • Matrícula da Chamada Regular – período em que cada instituição realiza os procedimentos de matrícula dos estudantes classificados. Para quem foi classificado na 1ª opção, a não realização dessa etapa acarreta eliminação do processo.
  • Convocação de alunos inscritos na Lista de Espera – esse é o período das reclassificações, em que as vagas ociosas da matrícula anterior são disponibilizadas para os próximos estudantes da lista de espera. Trata-se de um processo realizado de forma descentralizada, por cada instituição, geralmente em seus sites.

Como dá para perceber, cada etapa desse processo é muito importante. Por isso, mesmo sem termos das datas oficiais ainda, já deixamos aqui algumas dicas sobre o calendário:

  • Crie despertadores (no seu celular, por exemplo) para os dias anteriores às datas mais importantes e, se possível, peça a familiares que façam o mesmo;
  • Não deixe para fazer sua inscrição definitiva na última hora do último dia, pois podem acontecer problemas técnicos na sua internet ou na infraestrutura do site do SiSU;
  • Preste muita atenção ao período de manifestação de interesse na lista de espera (explicaremos mais adiante).

Informações e Dicas Gerais

Nesta parte, vamos nos concentrar em oferecer algumas dicas mais estratégicas, para os aspectos mais complexos do SiSU. Se sua dúvida é mais básica, sobre o funcionamento operacional do processo, sugerimos que leia a parte de Perguntas e Respostas que o próprio Inep criou no site do SiSU. Está tudo bem explicadinho lá.

Passemos a algumas informações relevantes:

  • As vagas oferecidas no SiSU 2017.1 valem apenas para o 1º semestre. As vagas do 2º semestre serão disponibilizadas no SiSU 2017.2, que costumam funcionar em julho. Isso funciona assim, porque as instituições perceberam que muitos alunos escolhiam o 2º semestre, mas acabavam desistindo, dificultando que as vagas fossem transmitidas a outros candidatos.
  • O SiSU do 2º semestre é completamente separado do SiSU do 1º semestre. Isso significa que, mesmo que tenha sido classificado no SiSU 2017.1 e tenha feito sua matrícula, você poderá participar do outro SiSU, caso pense em mudar de carreira e/ou instituição. Apenas se você for aprovado e fizer uma nova matrícula, terá que escolher em qual das duas vai estudar, para que se evite uma dupla matrícula em universidade pública.
  • As escolhas feitas no último dia de inscrições do SiSU são definitivas. Isso significa que, na hora de manifestar interesse na lista de espera, você não poderá mudar de ideia: apenas sua 1ª opção será levada em consideração.
  • Nas carreiras (Medicina, Direito, Engenharia etc.) e instituições mais concorridas (UFRJ, UFF, Unirio), é interessante lembrar que os resultados de vestibulares importantes como Fuvest e Unicamp saem apenas em fevereiro. Como essas universidades são a principal escolha de muitos estudantes, esses resultados podem acabar ajudam a “criar” vagas no SiSU, nas reclassificações pela lista de espera.

Estratégia para a Inscrição

1. Funcionamento básico

O SiSU (Sistema de Seleção Unificada) é um processo centralizado pelo Inep (MEC) e diz respeito apenas às vagas da “Chamada Regular”. Após a divulgação dos resultados, o sistema abre a possibilidade de que os estudantes manifestem interesse em participar da Lista de Espera (apenas em sua 1ª opção).

Quando esse período termina, o Inep passa as informações às universidades cadastradas. A partir daí, todo o processo de reclassificações passa a ser descentralizado, controlado por cada instituição de ensino superior. Isso ajuda a entender por que cada estudante pode participar de apenas uma lista de espera, correspondente à sua 1ª opção (como estamos enfatizando aqui).

O estudante que estiver participando da lista de espera precisará, então, acompanhar o processo de reclassificações no site da instituição escolhida, conforme calendário próprio.

Vale ressaltar que, se um estudante for classificado em sua 1ª opção já na Chamada Regular do SiSU, ele deve fazer a matrícula, pois não poderá participar da Lista de Espera com a 2ª opção. A explicação é simples: se ele conseguiu o que mais queria, não faz sentido concorrer a vagas que desejaria menos. Portanto, esse estudante não pode perder a data da matrícula.

Para melhor explicarmos a estratégia de inscrição no SiSU, veja alguns exemplos no quadro a seguir:

tabela1sisu

2. Lógica das Opções

Como muitos estudantes já sabem – e considerando as informações que apresentamos até aqui –, a escolha das opções no SiSU precisa ser feita de forma estratégica, pois envolve certa “aposta”. Nesse sentido, ainda que seja necessário contar com um pouco de sorte, essa aposta pode ser bem ou mal feita, e é isso que queremos esclarecer.

Primeiramente, devemos entender que a 1ª opção deve ser:

  • um curso mais desejado que a 2ª opção (pois se você for classificado na 1ª opção perderá o direito a concorrer à 2ª);
  • um curso em que haja alguma possibilidade de classificação, ainda que isso pareça distante no momento (pois é possível que muitas vagas sejam oferecidas nas reclassificações da Lista de Espera).

Por sua vez, a 2ª opção deve ser:

  • um curso que você aceitaria fazer, ainda que menos desejado (pois, do contrário, você estaria simplesmente desperdiçando essa opção);
  • um curso em que você tenha chance de classificação na Chamada Regular do SiSU (pois ele serve apenas a essa listagem, não podendo ser usado para a Lista de Espera).

3. Tomada da decisão

Infelizmente, ninguém tem como prever exatamente qual vai ser o comportamento final dos estudantes em termos de suas opções. Não dá pra saber, por exemplo, se os candidatos de Direito vão preferir UFF, UFRJ ou Unirio… Também não dá para saber o que eles colocarão como segunda opção… Nesse sentido, sua decisão final é mesmo uma aposta, baseada em algumas estimativas.

Para fazer essa análise de cenário, você precisa tentar perceber qual é a tendência provável entre candidatos à sua carreira e colher alguns dados. Em síntese, sugerimos que você procure, antecipadamente, as seguintes informações para cada combinação de curso+universidade em que você pretenda concorrer:

  • Notas de corte de anos anteriores (Clique aqui para acessar as notas de corte das últimas quatro edições do SiSU. IMPORTANTE: Essas são as notas de corte da Chamada Regular do SiSU, sem contar as reclassificações.);
  • Notas de corte provisórias do último dia do SiSU;
  • Quantidade de vagas disponíveis no seu perfil de concorrência;
  • Número de reclassificados em anos anteriores (OBS. Para achar essa informação, você precisa entrar no site de cada universidade e procurar as listas de reclassificados. Nós conseguimos fazer o levantamento de algumas carreiras mais concorridas na UFRJ, na UFF e na Unirio. Clique aqui para ver.)
  • Seus dados no SiSU (distância em pontos para a nota de corte provisória/ posição na classificação provisória).

Com essas informações em mãos, sugerimos que o candidato se faça duas perguntas para cada combinação curso+instituição:

  • “Quantas pessoas teriam que desistir para eu conseguir uma vaga?”
  • “Essa quantidade de pessoas corresponde a que percentual do número de vagas disponibilizadas?”

Para entender como usar essas informações e tomar a melhor decisão, imaginemos uma situação em que um candidato quer um curso “X”, oferecido por cinco universidades em sua região. Analise os dados e tente simular o que você escolheria para sua 1ª e sua 2ª opções:

tabela2sisu

Diante desse quadro, acreditamos que uma boa análise seria a seguinte:

tabela3sisu

Como é possível perceber, em um único cenário hipotético, são diversas as variáveis a levar em consideração. Obviamente, não temos como levantar todas as hipóteses possíveis. Por isso, estamos aqui explicando a lógica por trás das escolhas, a fim de que cada aluno possa tomar a melhor decisão.

No entanto, cabe esclarecer que nem mesmo uma super análise das circunstâncias é capaz de nos dar certeza diante de alguns panoramas. Isso porque, como dissemos, existem algumas premissas incertas, principalmente qual vai ser o comportamento final dos estudantes no dia do fechamento do SiSU.

4. Não desperdice sua 2ª opção

Para  ilustrar o que um candidato não deve fazer, imaginemos o seguinte caso: João colocou Medicina na UFRJ como primeira opção (apostando nas chances na reclassificação) e Medicina na Unirio como segunda opção. Na última nota de corte provisória, ele estava na 90ª posição na Unirio, que oferece 40 vagas de ampla concorrência no curso.

Para que essa 2ª opção tenha algum valor (e João possa ser aprovado na Unirio), seria necessário que, no último dia de inscrições, mais de 50 candidatos com nota superior à de João desistissem (e nenhum outro com nota mais alta se inscrevesse).

Como essa hipótese é improvável, João terá desperdiçado sua 2ª opção. Afinal, após o resultado do SiSU, a 2ª opção deixa de ter qualquer uso. Por isso, pense na 2ª opção como um curso que você aceitaria fazer e no qual você tenha chances de classificação ainda na chamada regular do SiSU.

Autor: Bruno Rabin

Diretor Acadêmico do Colégio e Curso Pré-Vestibular de A a Z, do Rio de Janeiro.

2 comentários em “SiSU 2017: informações e orientações estratégicas”

  1. ola . sera que vc poderia me ajudar em uma duvida sobre o sisu2017-1 ? meu filho ficou bem classificado para uff medicina, na grande expectativa de entrar da lista espera do sisu 2. porem a uff esse ano chamou 13 pessoas a menos da lista de espera. pergunto, vc entende o porque dessa queda ? vc acha que essa tendencia de queda se reflete no sisu 2 ou não tem relação? muito obrigado

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s